sábado, 30 de agosto de 2008
E tem aqueles dias em que não se tem absolutamente nada pra fazer, ou as vezes até tem, mas a gente prefere achar que aquele dia é dia de fazer nada, e por isso decidimos respeitar o pobrezinho. Então tá lá você, fazendo nada no dia de não fazer nada, e, pelo menos naquele dia, não fazer nada nunca lhe pareceu tão bom. Já que nesse dia nada conta, e tudo que você faz e pensa é não oficial, os pensamentos clandestinos resolvem fazer a festa, já que não podem ser deportados, uma vez que o juízo também tira sua (merecida) folga. Eles chegam de tudo quanto é lugar, e sua única escolha é os convidar pra entrar, oferecer um assento, e torcer para que aqueles mais arruaceiros só estejam de passagem. O regime ditatorial que eu normalmente imponho aos meus pensamentos, faz com que a clandestinidade seja uma das poucas formas deles conseguirem exercer alguma oposição à política imposta pelo partido no poder, nesse caso, o vulgarmente conhecido como "partido ajuizado". Esses pensamentos são teimosos... dispensam explicações e argumentações, que na verdade nem merecem, afinal de contas, eles são meus e eu sou quem decide como e quando eles devem aparecer. O jeito então é usar da autoridade, base de qualquer tipo de organização hierarquizada, onde os subordinados prestam uma obediência incondicional. Ou seja, manda quem pode, obedece quem tem juízo! Mas eles têm um espirito revolucionário e é justamente nesse dia que eles pintam suas caras e vão pras ruas. E o que se pode fazer? Nada. Hoje é dia.
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3 comentários:
Eu devia ter seguido o teu concelho! =)
=*
E depois ainda questionam esses regimes ditatoriais. Nesse mundo pós-moderno, eles se fazer necessários, já que pensamento pensa que paga a conta de água e de luz da cabeça da gente.
vê se fica com esse blog.
ele tá bem tu.
humor ácido e refinado. hahahaa
beiijo!
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