sábado, 30 de agosto de 2008
E tem aqueles dias em que não se tem absolutamente nada pra fazer, ou as vezes até tem, mas a gente prefere achar que aquele dia é dia de fazer nada, e por isso decidimos respeitar o pobrezinho. Então tá lá você, fazendo nada no dia de não fazer nada, e, pelo menos naquele dia, não fazer nada nunca lhe pareceu tão bom. Já que nesse dia nada conta, e tudo que você faz e pensa é não oficial, os pensamentos clandestinos resolvem fazer a festa, já que não podem ser deportados, uma vez que o juízo também tira sua (merecida) folga. Eles chegam de tudo quanto é lugar, e sua única escolha é os convidar pra entrar, oferecer um assento, e torcer para que aqueles mais arruaceiros só estejam de passagem. O regime ditatorial que eu normalmente imponho aos meus pensamentos, faz com que a clandestinidade seja uma das poucas formas deles conseguirem exercer alguma oposição à política imposta pelo partido no poder, nesse caso, o vulgarmente conhecido como "partido ajuizado". Esses pensamentos são teimosos... dispensam explicações e argumentações, que na verdade nem merecem, afinal de contas, eles são meus e eu sou quem decide como e quando eles devem aparecer. O jeito então é usar da autoridade, base de qualquer tipo de organização hierarquizada, onde os subordinados prestam uma obediência incondicional. Ou seja, manda quem pode, obedece quem tem juízo! Mas eles têm um espirito revolucionário e é justamente nesse dia que eles pintam suas caras e vão pras ruas. E o que se pode fazer? Nada. Hoje é dia.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
O que fazer quando não se há mais limites e o fundo do poço já não é tão fundo assim...? e aquela velha história de que "a gente é fraco e cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo"? Fácil seria se acabasse, mas esses letreiros finais nunca aparecem subindo na telinha da vida da gente. Parece que vão ter mil continuações de uma história que de tão trágica chega a ser cômica, ou seria o contrário? O pior, é que mesmo não sendo um sucesso de bilheterias, nem uma mega produção hollywoodiana, esse tipo de coisa (vamos chamar assim: coisa.), deixa um público cativo. Esse, se divide entre aqueles que ainda assistem porque no fundo acham que você merece um happy ending e aqueles que sentem uma enorme satisfação de verem você passando por tudo. Porque? Pelo simples prazer de.
Enfim, a verdade é que, viver como o bono vox em "stuck in a moment you can't get out of" não é, nem de longe, interessante. Além do que, nem dessa música eu gosto.
Depois da primeira verdade, uma sucessão de várias outras aparecem. E aí, você percebe que nem tudo é tão ruim assim e que talvez você tenha deixado passar despercebidos dois ou três comerciais da loreal onde eles diziam que "Você vale muito!" e só você não se deu conta disso. Pelo menos ainda não.
No fim das contas, na hora da prova dos nove e de passar o cartão, não é o que fazem com você, mas o que você se permite fazer. Eu decretei que nessa vida, e na outra também, tudo pode! E vou me permitindo ser feliz com aqueles que assim me fazem. E se eu os faço felizes? Não sei e também não me importo. Talvez eles se permitam ser infelizes, eu não.
Enfim, a verdade é que, viver como o bono vox em "stuck in a moment you can't get out of" não é, nem de longe, interessante. Além do que, nem dessa música eu gosto.
Depois da primeira verdade, uma sucessão de várias outras aparecem. E aí, você percebe que nem tudo é tão ruim assim e que talvez você tenha deixado passar despercebidos dois ou três comerciais da loreal onde eles diziam que "Você vale muito!" e só você não se deu conta disso. Pelo menos ainda não.
No fim das contas, na hora da prova dos nove e de passar o cartão, não é o que fazem com você, mas o que você se permite fazer. Eu decretei que nessa vida, e na outra também, tudo pode! E vou me permitindo ser feliz com aqueles que assim me fazem. E se eu os faço felizes? Não sei e também não me importo. Talvez eles se permitam ser infelizes, eu não.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
ordinary post...
O problema de se fazer um blog é exatamente esse: o primeiro post. Ou você escreve um mega texto divertido e ao mesmo tempo inteligente que vai fazer com que todos te achem divertido e ao mesmo tempo inteligente, ou você simplesmente ignora que este seja o primeiro, porque com certeza há uma significativa possibilidade de também ser o último. Talvez o último de muitos outros bons posts que poderiam vir, ou não. Mas como sou surperticiosa, não começo nada com o pé esquerdo, então já comecei digitando isso tudo aqui com a mão direita. O que eu posso dizer é que quanto a freqüencia e recência, essa blogueira meia boca não pode garantir nada, mas a quem interessar possa... estarei tentando, mais uma vez, fazer isso durar o bastante para não nos levar ao tédio.
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